VÍCIOS – PARA ONDE CONDUZEM, O QUE PROCURAM DE VERDADE, COMO PARAR?

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O vício conduz a olhar para algo que foi rompido na família, muitas vezes, este rompimento está perto, na mesma geração entre pai e filho (a), outras vezes, está mais distante, entre o pai e o avô ou mais atrás algo muito importante foi rompido e a alma da família busca equilibrar esse fluxo de amor. Desse modo, um vício deve ser tratado em conjunto, nunca isolado como se tivesse sua origem no próprio viciado.

Segundo os ensinamentos de Bert Hellinger, após o acontecimento que provocou a psicose, provavelmente, por ter ocorrido um assassinato dentro da família, algum membro de uma geração posterior assume o destino dos envolvidos inicialmente, e passa a carregar o destino difícil, por doença, fracassos, ou, de um psicótico – isso traz alivio para os demais membros da família.

Muitas vezes, ocultamente, percebe-se a tendência dos demais membros em ficarem contra a recuperação total daquele que assumiu esse destino pesado se tornando um viciado. Caso sare, há uma forte tendência para que um outro assuma esse lugar, por isso, temem secretamente a cura, especialmente os pais do viciado.

Esse tipo de dinâmica é completamente inconsciente por todos os envolvidos. E o psicótico, da mesma forma, inconscientemente, demonstra um amor tão profundo, com tamanha lealdade aos que vieram antes, muitas vezes, sem ter conhecido pessoalmente. Um tipo de amor que vive a beira de um abismo. Um amor cego, lúdico, profundo e preso nos registros dos modelos mentais daquela família. Entregue a um poder diferente, ligado ao amor da consciência inconsciente…

E todos os que seguem por esse caminho, mesmo assim, estão envolvidos num amor, mas um amor inconsciente que conduz ao abismo da própria consciência. Nega seus limites pessoais que preservam a vida e a dignidade, passando por cima de tudo que poderia retomar sua própria vida em desenvolvimento.

Muitas vezes, vemos em Constelações realizadas para olhar o vício, que houve um rompimento do amor de um pai com um filho, deveras repetido em diversas gerações, mostrados através do alcoolismo, entorpecentes diversos, compulsões de diversos tipos, alimentares, sexo, acumuladores, furtos, doenças psiquiátricas, casos de suicídios também. Outros contextos também estão envolvidos nas dinâmicas de viciados, como mortes de crianças, abortos, assassinatos, fatos causadores de exclusões de pessoas de modo muito grave.

Então o que buscam na droga, que nunca encontram, e os faz precisar mais e mais e continuar sem desistir do vício? Buscam o amor que foi rompido, talvez, do próprio pai… E essa busca quem faz não é o adulto, é a carência de amor de uma criança, sua criança interna numa determinada idade que em seu mundo infantil ainda tenta resolver algo que não pode ser resolvido lá.

Por isso, uma família que apresenta um viciado, deve-se tratar o contexto familiar, nunca o doente isoladamente.

Como agir para que essa consciência de amor inconsciente seja conduzida ao amor adulto, lucido, saudável que respeita os limites da vida?

A primeira etapa é olhar para nossos pais, para o destino deles, como foi e além deles, nossos avós, e seus destinos, e além deles, nossos bisavós e todos que vieram antes de nós com seus destinos e deixar tudo com eles, todo o amor, todo o sofrimento, o tipo de morte, o estilo de vida, devolver a eles tudo que os pertence para podermos ficar apenas com nosso lugar, na família, na vida, com nosso destino. Assim, somente assim, terão força para caminhar carregando o que nos pertence, assim leves, poderão receber as bênçãos deles, suas forças, aprendizados, limites saudáveis, dignidade, dons, saúde, prosperidades na vida.

Nesse trajeto de recuperação o psicótico passará por um tipo de purificação desse amor, será conduzido a olhar para as áreas de sua vida, ir incorporando o amor por si e incluindo os que foram excluídos, e aprender a se amar de novo, a deixar o destino deles com eles, camada por camada, vir subindo em lucidez e em segurança em ser ele próprio na vida.

Olhar para questões desse tipo das pessoas através do Pensamento Sistêmico dá condições de fazer parte de algo maior na vida, de algum modo, incluindo outras soluções diferentes das analíticas, isolando o paciente, como se ele estivesse sendo tratado sozinho. Quando se abrange esse olhar, incluindo o cliente com seus ancestrais, soluções inesperadas podem ocorrer a família e aos profissionais que lidam auxiliando a recuperação.

Os procedimentos sistêmicos das Constelações podem trazer ajustes profundos e liberadores para todos.

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